Nossa proposta é favorecer um diálogo entre psicologia e neurociências compreendendo o objeto de estudo de cada disciplina, destacando o processo de interseção e das possibilidades e limites dessas áreas de conhecimento. Terapias cognitivas, neurociência cognitiva, filosofia da mente, hipnose e meditação terapêuticas, ei-nos aqui!
domingo, 22 de setembro de 2019
domingo, 15 de setembro de 2019
Neurociência Cognitiva
A neurociência cognitiva é uma
área acadêmica que se ocupa do estudo científico dos mecanismos biológicos
subjacentes à cognição, com foco específico nos substratos neurais dos
processos mentais e suas manifestações comportamentais. Se questionam sobre
como as funções psicológicas e cognitivas são produzidas no sistema nervoso
central. A neurociência cognitiva é um ramo tanto da psicologia
quanto da neurociência, unificando e interconectando-se
com várias outras subdisciplinas, tais como a psicologia cognitiva, psicobiologia,
neuropsicologia
e neurobiologia.
Antes do desenvolvimento de tecnologias como a ressonância magnética funcional, essa área
da ciência era chamada de psicobiologia cognitiva.
Os cientistas que se dedicam a essa área normalmente possuem estudos baseados
na psicologia experimental ou neurobiologia,
porém podem vir de várias disciplinas, tais como a psiquiatria,
neurologia,
física,
engenharia, matemática,
linguística
e filosofia.
Os métodos empregados na neurociência
cognitiva incluem paradigmas experimentais de psicofísica
e da psicologia cognitiva, neuroimagem funcional, genômica cognitiva, genética comportamental,
assim também como estudos eletrofisiológicos
de sistemas neurais. Estudos clínicos de psicopatologia
em pacientes com déficit cognitivo, constitui um aspecto importante da
neurociência cognitiva.
Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neuroci%C3%AAncia_cognitiva
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Sobre suicídio e setembros amarelos
🎗Em janeiro João tinha toc, foi chamado de bobo.
🎗Em fevereiro Paula era bipolar, e a chamaram de doida.
🎗Em março Júlia tinha crises de ansiedade, e diziam para ela se focar no presente.
🎗Em abril Leandra tinha anorexia, e ouvia as pessoas rindo e falando dela.
🎗Em maio Maria teve síndrome do pânico, e disseram que era frescura.
🎗Em junho Paulo teve depressão, e foi chamado de fraco.
🎗Em julho Lucas descobriu a esquizofrenia, e disseram que era invenção da cabeça dele.
🎗Em agosto Daniel teve transtorno da personalidade borderline, e falavam que ele queria chamar atenção.
🤔Em setembro tudo ficou Amarelo, as pessoas começaram a entender todos os problemas e nos estenderam a mão, nos medicaram e postaram textos em suas redes sociais para nos apoiar.
🎗Porém em outubro continuaram a nos chamar de loucos, fracos, e diziam que nos faltava fé. "Sua vida é tão boa!", "Como pode reclamar?", eles diziam.
😔Em novembro Paulo se matou, "Mas era tão jovem!", "Era uma boa pessoa", porém tudo que queria era que todos os meses fossem amarelos também, que os julgamentos acabassem e que as pessoas realmente entendessem que os problemas psicológicos não são escolha nossa, e que nós precisamos de ajuda não só em setembro, mas em todos os meses.
🎗🎗🎗Então a partir de hoje faça o Setembro Amarelo ser presente em todos os dias do ano, pois agora mesmo você pode estar ao lado de um Paulo e não sabe.
🎗Em fevereiro Paula era bipolar, e a chamaram de doida.
🎗Em março Júlia tinha crises de ansiedade, e diziam para ela se focar no presente.
🎗Em abril Leandra tinha anorexia, e ouvia as pessoas rindo e falando dela.
🎗Em maio Maria teve síndrome do pânico, e disseram que era frescura.
🎗Em junho Paulo teve depressão, e foi chamado de fraco.
🎗Em julho Lucas descobriu a esquizofrenia, e disseram que era invenção da cabeça dele.
🎗Em agosto Daniel teve transtorno da personalidade borderline, e falavam que ele queria chamar atenção.
🤔Em setembro tudo ficou Amarelo, as pessoas começaram a entender todos os problemas e nos estenderam a mão, nos medicaram e postaram textos em suas redes sociais para nos apoiar.
🎗Porém em outubro continuaram a nos chamar de loucos, fracos, e diziam que nos faltava fé. "Sua vida é tão boa!", "Como pode reclamar?", eles diziam.
😔Em novembro Paulo se matou, "Mas era tão jovem!", "Era uma boa pessoa", porém tudo que queria era que todos os meses fossem amarelos também, que os julgamentos acabassem e que as pessoas realmente entendessem que os problemas psicológicos não são escolha nossa, e que nós precisamos de ajuda não só em setembro, mas em todos os meses.
🎗🎗🎗Então a partir de hoje faça o Setembro Amarelo ser presente em todos os dias do ano, pois agora mesmo você pode estar ao lado de um Paulo e não sabe.
Fonte: WhatsApp. Autor desconhecido.
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
TDAH
O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um
transtorno de causas genéticas, com comprometimento neurobiológico, que aparece na infância e comumente
acompanha o indivíduo nas demais fases do desenvolvimento. É caracterizado por sintomas de desatenção
com prejuízos funcionais de tarefas; hiperatividade refletido em comportamentos
de excesso de inquietação, distração; impulsividade presente em baixa
capacidade de controle dos impulsos, autocontrole e déficit nas habilidades
sociais. Quando o transtorno existe de fato, há comprometimentos dos
aspectos emocionais, relacionado com humor deprimido, sensação de fracasso,
comprometimentos das relações interpessoais. Outro aspecto que pode ser comprometedor
refere-se a autorregulação da atenção, da motivação e da ação que, quando
presente dificulta a atenção seletiva, organização e planejamento, além da persistência
na meta de objetivos.
Indivíduos com TDAH quando não cuidados adequadamente podem ter
uma vida de sofrimento para si e sua família que pode ser poupada quando seus
cuidadores buscam ajuda qualificada. É muito comum crianças em idade escolar demonstrar
sintomas do transtorno, mas devido ao período de desenvolvimento infantil os cuidados
devem ser psicopedagogicamente orientado a partir dos 7 anos de idade. A
desinformação pode reforçar o preconceito com crenças de que é coisa de criança
e passará. Observo e acompanho em minha experiência clínica muitos adultos que
não foram devidamente acompanhados que sofrem sequelas em sua vida pessoal,
amorosa e laboral.
Os profissionais envolvidos nos tratamentos são psiquiatras, neuropediatras,
psicólogo(a)s, fonoaudiólogo(a)s, e psicopedagogo(a)s. Leituras de livros podem
ajudar na psicoeducação: No mundo da lua por Paulo Mattos. Vencendo o TDAH
Adulto por Barkley e Benton. TDAH e agora? Por Alexandra Belli dentre outros.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
A presença de sua ausência...
Hoje é dia de celebrar e relembrar sua vida querido lalá.
Como homem aprendi desde cedo a me colocar no lugar do outro
e entender suas dores. É um exercício difícil, mas nos torna mais humano,
coerente e menos julgador. Cristo pra mim, muitas vezes, também, se encontra
nos convalescidos, alcoólatras, excluídos e degenerados...não apenas em altares
limpos e agradáveis aos olhos.
Quando não se tem muito a oferecer no mundo capitalista
passamos a sermos um problema, pois o capitalismo só visa o ter e o ser fica para segunda ordem e olhe lá.
A meritocracia muitas vezes é um engodo, pois nos países que
cuidam de forma mais digna de seus humanos com seus direitos de contribuintes
dando-lhes mais oportunidade se vive mais e com dignidade mesmo em condições de
doença física e mental graves!
Você era sensível demais com suas emoções ao extremo. É ruim
nos acharmos estranho, reconhecer sobriamente que cometemos erros que dão
vergonha. Mas, ao longo do caminho você encontrou pessoas que fizeram seu
melhor para lhe ajudar. Você também ajudou várias pessoas. Nossa primeira tv,
você que nos proporcionou. Lembro que a noite nossa casa era cheia de vizinhos,
pois era uma das poucas da rua.
Sua timidez com traços de inibição social, não permitia a
nossa cultura demonstração de fragilidade, frescura, fraqueza, pois no interior
todo homem deve ser destemido e valente, não é mesmo? será mesmo?
É aí que “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”:
alguns saem de casa para crescer e ser quem são, outros são expulsos, alguns
outros tem medo e não saem; há quem se embriaga para desinibir; há quem entra
em pânico, pois é muito ameaçador ser normal como todos, etc.
Em contato com você tive todos os sentimentos de um nobre
humano: raiva, ódio, medo, ansiedade, amor, compaixão, espiritualidade e cuidado.
Você se foi e o estranhamento e lição da morte se fez presente. Segue aqui em
forma de palavras uma louvação em intenção de oração desse significado único
que é você meu irmão Edinaldo (lalá).
Parabéns por você me ensinar a viver e cuidar de forma
sensível dos desvalidos. Um abraço sem dimensão na sua alma!
sábado, 27 de abril de 2019
Compreendendo e convivendo com pessoas "borderlines".
Por Eleonardo Rodrigues
De acordo com Aaron Beck, na
formação da personalidade, a aprendizagem é o processo central pelo qual o ser
humano gera o conjunto de conhecimentos sobre si mesmo, o mundo, os outros, o
futuro e de como proceder e reconhecer padrões afetivos, cognitivos e
comportamentais. As experiências de tenra infância são importantíssimas, pois
são as fontes dos primeiros esquemas mentais (estruturas cognitivas com
significados pessoais). Essa aprendizagem terá forte influência determinante
sobre o modus operandi do sujeito. Ao longo da vida, com empenho do
indivíduo, novos esquemas podem ser formados e antigos podem ser ressignificados.
A partir de uma idiossincrasia, genética e
outros fatores, pode-se estruturar um transtorno de personalidade que na
perspectiva nosológica do DSM-IV-TR, se refere a um comprometimento grave e
crônico, no qual a pessoa apresenta padrão de comportamento rígido,
generalizado e persistente que se desvia de forma acentuada das expectativas de
seu ambiente sociocultural.
Não obstante, ciente das
discussões sobre a validade do conceito de transtorno de personalidade não ter
um modelo único, focalizo aqui, de forma breve, o transtorno da personalidade
borderline (TPB) a partir da conceituação nosológica.
Este transtorno sugere uma etiologia de interação
recíproca de influência genéticas e sociais, é geralmente associado a um padrão
global de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, da autoimagem e dos
afetos, com marcante impulsividade percebida no início da idade adulta e que
está presente em contexto variado. A
prevalência do TPB fica em torno de 1,3% na população geral. É diagnosticado
predominantemente em mulheres, com uma razão estimada para o gênero de 3 para
1. Estudos apontam que, Indivíduos com este transtorno têm
história relacionada a comportamentos suicidas ou atitude parassuicida e pelo
menos um ato de automutilação em sua história clínica. Ainda que, a maior parte
desses comportamentos não tenha consequência letal, entre 5% e 10% cometem
suicídio. O que sinaliza um cuidado e responsabilidade dividida com toda sua
rede de apoio.
Para aprofundar a
temática resolvi problematizá-la em uma discussão que envolve o
paciente borderline nas relações de casal e família, arejando ideias sobre
informações gerais, implicações e cuidados.
FONTE:
RODRIGUES, Eleonardo. O paciente
borderline nas relações de casal e família: informações, implicações e
cuidados. In: Carla Zeglio; Ítor Finotelli jr;
Oswaldo Martins Rodrigues Jr. (Orgs). Relações
Conjugais. Discutindo Alternativas para Melhor Qualidade de Vida / Análise
do Comportamento e Terapia Cognitivo-Comportamental com Casais. Ed.
Zagodoni, 2013.
Link de entrevista:
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