domingo, 15 de setembro de 2019

Neurociência Cognitiva



A neurociência cognitiva é uma área acadêmica que se ocupa do estudo científico dos mecanismos biológicos subjacentes à cognição, com foco específico nos substratos neurais dos processos mentais e suas manifestações comportamentais. Se questionam sobre como as funções psicológicas e cognitivas são produzidas no sistema nervoso central. A neurociência cognitiva é um ramo tanto da psicologia quanto da neurociência, unificando e interconectando-se com várias outras subdisciplinas, tais como a psicologia cognitiva, psicobiologia, neuropsicologia e neurobiologia. Antes do desenvolvimento de tecnologias como a ressonância magnética funcional, essa área da ciência era chamada de psicobiologia cognitiva. Os cientistas que se dedicam a essa área normalmente possuem estudos baseados na psicologia experimental ou neurobiologia, porém podem vir de várias disciplinas, tais como a psiquiatria, neurologia, física, engenharia, matemática, linguística e filosofia

Os métodos empregados na neurociência cognitiva incluem paradigmas experimentais de psicofísica e da psicologia cognitiva, neuroimagem funcional, genômica cognitiva, genética comportamental, assim também como estudos eletrofisiológicos de sistemas neurais. Estudos clínicos de psicopatologia em pacientes com déficit cognitivo, constitui um aspecto importante da neurociência cognitiva. 


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neuroci%C3%AAncia_cognitiva

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sobre suicídio e setembros amarelos



🎗Em janeiro João tinha toc, foi chamado de bobo.

🎗Em fevereiro Paula era bipolar, e a chamaram de doida.

🎗Em março Júlia tinha crises de ansiedade, e diziam para ela se focar no presente.

🎗Em abril Leandra tinha anorexia, e ouvia as pessoas rindo e falando dela.

🎗Em maio Maria teve síndrome do pânico, e disseram que era frescura.

🎗Em junho Paulo teve depressão, e foi chamado de fraco.

🎗Em julho Lucas descobriu a esquizofrenia, e disseram que era invenção da cabeça dele.

🎗Em agosto Daniel teve transtorno da personalidade borderline, e falavam que ele queria chamar atenção.

🤔Em setembro tudo ficou Amarelo, as pessoas começaram a entender todos os problemas e nos estenderam a mão, nos medicaram e postaram textos em suas redes sociais para nos apoiar.

🎗Porém em outubro continuaram a nos chamar de loucos, fracos, e diziam que nos faltava fé. "Sua vida é tão boa!", "Como pode reclamar?", eles diziam.

😔Em novembro Paulo se matou, "Mas era tão jovem!", "Era uma boa pessoa", porém tudo que queria era que todos os meses fossem amarelos também, que os julgamentos acabassem e que as pessoas realmente entendessem que os problemas psicológicos não são escolha nossa, e que nós precisamos de ajuda não só em setembro, mas em todos os meses.

🎗🎗🎗Então a partir de hoje faça o Setembro Amarelo ser presente em todos os dias do ano, pois agora mesmo você pode estar ao lado de um Paulo e não sabe.



Fonte: WhatsApp. Autor desconhecido.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

TDAH


O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno de causas genéticas, com comprometimento neurobiológico, que aparece na infância e comumente acompanha o indivíduo nas demais fases do desenvolvimento. É caracterizado por sintomas de desatenção com prejuízos funcionais de tarefas; hiperatividade refletido em comportamentos de excesso de inquietação, distração; impulsividade presente em baixa capacidade de controle dos impulsos, autocontrole e déficit nas habilidades sociais. Quando o transtorno existe de fato, há comprometimentos dos aspectos emocionais, relacionado com humor deprimido, sensação de fracasso, comprometimentos das relações interpessoais. Outro aspecto que pode ser comprometedor refere-se a autorregulação da atenção, da motivação e da ação que, quando presente dificulta a atenção seletiva, organização e planejamento, além da persistência na meta de objetivos.

Indivíduos com TDAH quando não cuidados adequadamente podem ter uma vida de sofrimento para si e sua família que pode ser poupada quando seus cuidadores buscam ajuda qualificada. É muito comum crianças em idade escolar demonstrar sintomas do transtorno, mas devido ao período de desenvolvimento infantil os cuidados devem ser psicopedagogicamente orientado a partir dos 7 anos de idade. A desinformação pode reforçar o preconceito com crenças de que é coisa de criança e passará. Observo e acompanho em minha experiência clínica muitos adultos que não foram devidamente acompanhados que sofrem sequelas em sua vida pessoal, amorosa e laboral.

Os profissionais envolvidos nos tratamentos são psiquiatras, neuropediatras, psicólogo(a)s, fonoaudiólogo(a)s, e psicopedagogo(a)s. Leituras de livros podem ajudar na psicoeducação: No mundo da lua por Paulo Mattos. Vencendo o TDAH Adulto por Barkley e Benton. TDAH e agora? Por Alexandra Belli dentre outros.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

A presença de sua ausência...



Hoje é dia de celebrar e relembrar sua vida querido lalá.
Como homem aprendi desde cedo a me colocar no lugar do outro e entender suas dores. É um exercício difícil, mas nos torna mais humano, coerente e menos julgador. Cristo pra mim, muitas vezes, também, se encontra nos convalescidos, alcoólatras, excluídos e degenerados...não apenas em altares limpos e agradáveis aos olhos.
Quando não se tem muito a oferecer no mundo capitalista passamos a sermos um problema, pois o capitalismo só visa o ter e o ser fica para segunda ordem e olhe lá.
A meritocracia muitas vezes é um engodo, pois nos países que cuidam de forma mais digna de seus humanos com seus direitos de contribuintes dando-lhes mais oportunidade se vive mais e com dignidade mesmo em condições de doença física e mental graves!
Você era sensível demais com suas emoções ao extremo. É ruim nos acharmos estranho, reconhecer sobriamente que cometemos erros que dão vergonha. Mas, ao longo do caminho você encontrou pessoas que fizeram seu melhor para lhe ajudar. Você também ajudou várias pessoas. Nossa primeira tv, você que nos proporcionou. Lembro que a noite nossa casa era cheia de vizinhos, pois era uma das poucas da rua.
Sua timidez com traços de inibição social, não permitia a nossa cultura demonstração de fragilidade, frescura, fraqueza, pois no interior todo homem deve ser destemido e valente, não é mesmo? será mesmo?
É aí que “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”: alguns saem de casa para crescer e ser quem são, outros são expulsos, alguns outros tem medo e não saem; há quem se embriaga para desinibir; há quem entra em pânico, pois é muito ameaçador ser normal como todos, etc.
Em contato com você tive todos os sentimentos de um nobre humano: raiva, ódio, medo, ansiedade, amor, compaixão, espiritualidade e cuidado. Você se foi e o estranhamento e lição da morte se fez presente. Segue aqui em forma de palavras uma louvação em intenção de oração desse significado único que é você meu irmão Edinaldo (lalá).
Parabéns por você me ensinar a viver e cuidar de forma sensível dos desvalidos. Um abraço sem dimensão na sua alma!

sábado, 27 de abril de 2019

Compreendendo e convivendo com pessoas "borderlines".


Por Eleonardo Rodrigues


De acordo com Aaron Beck, na formação da personalidade, a aprendizagem é o processo central pelo qual o ser humano gera o conjunto de conhecimentos sobre si mesmo, o mundo, os outros, o futuro e de como proceder e reconhecer padrões afetivos, cognitivos e comportamentais. As experiências de tenra infância são importantíssimas, pois são as fontes dos primeiros esquemas mentais (estruturas cognitivas com significados pessoais). Essa aprendizagem terá forte influência determinante sobre o modus operandi do sujeito. Ao longo da vida, com empenho do indivíduo, novos esquemas podem ser formados e antigos podem ser ressignificados.
A partir de uma idiossincrasia, genética e outros fatores, pode-se estruturar um transtorno de personalidade que na perspectiva nosológica do DSM-IV-TR, se refere a um comprometimento grave e crônico, no qual a pessoa apresenta padrão de comportamento rígido, generalizado e persistente que se desvia de forma acentuada das expectativas de seu ambiente sociocultural.
Não obstante, ciente das discussões sobre a validade do conceito de transtorno de personalidade não ter um modelo único, focalizo aqui, de forma breve, o transtorno da personalidade borderline (TPB) a partir da conceituação nosológica.
Este transtorno sugere uma etiologia de interação recíproca de influência genéticas e sociais, é geralmente associado a um padrão global de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, da autoimagem e dos afetos, com marcante impulsividade percebida no início da idade adulta e que está presente em contexto variado.  A prevalência do TPB fica em torno de 1,3% na população geral. É diagnosticado predominantemente em mulheres, com uma razão estimada para o gênero de 3 para 1. Estudos apontam que, Indivíduos com este transtorno têm história relacionada a comportamentos suicidas ou atitude parassuicida e pelo menos um ato de automutilação em sua história clínica. Ainda que, a maior parte desses comportamentos não tenha consequência letal, entre 5% e 10% cometem suicídio. O que sinaliza um cuidado e responsabilidade dividida com toda sua rede de apoio.
Para aprofundar a temática resolvi problematizá-la em uma discussão que envolve o paciente borderline nas relações de casal e família, arejando ideias sobre informações gerais, implicações e cuidados.

FONTE:
RODRIGUES, Eleonardo. O paciente borderline nas relações de casal e família: informações, implicações e cuidados. In: Carla Zeglio; Ítor Finotelli jr; Oswaldo Martins Rodrigues Jr. (Orgs). Relações Conjugais. Discutindo Alternativas para Melhor Qualidade de Vida / Análise do Comportamento e Terapia Cognitivo-Comportamental com Casais.  Ed. Zagodoni, 2013.

Link de entrevista: