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Confira a programação completa.
Nossa proposta é favorecer um diálogo entre psicologia e neurociências compreendendo o objeto de estudo de cada disciplina, destacando o processo de interseção e das possibilidades e limites dessas áreas de conhecimento. Terapias cognitivas, neurociência cognitiva, filosofia da mente, hipnose e meditação terapêuticas, ei-nos aqui!
segunda-feira, 18 de julho de 2016
terça-feira, 12 de julho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
Memória e Psicoterapia - É possível extinguir uma memória?
Há séculos que psicólogos e
psiquiatras tentam compreender a funcionalidade dos processos psicológicos como
a memória, atenção, percepção, inteligência, consciência, inconsciência dentre
outros.... Ao longo desse tempo, inúmeras teorias foram criadas, mantidas e/ou
refutadas até nossa contemporaneidade. Entender como esses estudos se
desenvolveram requer um mergulho especializado que não se encerra com um artigo
de divulgação como os aqui citados ou qualquer livro isolado, mas estudar e
pesquisar de forma séria esses fenômenos no binômio teoria e prática.
Em relação ao estudo da memória e
sua relação com a psicoterapia e a funcionalidade do cérebro sugiro leitura
dessa lúcida entrevista concedida pelo neurocientista Ivan Izquierdo a Folha de
São Paulo em junho de 2016, por ventura do Congresso Mundial do Cérebro,
Comportamento e Emoções em Buenos Aires.
Clique no link abaixo e boa reflexão!
domingo, 29 de maio de 2016
Animais não humanos têm consciência?
Ampliando nossa discussão iniciada nesse blog sobre a
mente, venho agora expor uma reflexão de um tema mais complexo de ser
investigado cientificamente que é a consciência humana ou melhor especificado
aqui a consciência em animais não
humanos. Boa leitura e ótima metacognição! O texto abaixo é extraído na
íntegra do Instituto Humanitas Unisinos.
Publicamos aqui Declaração de
Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos,
escrita por Philip Low e editada por Jaak Panksepp,
Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van
Swinderen, Philip Low e Christof Koch.
A declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, no dia 7 de julho de 2012, na Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, no Churchill College, da Universidade de Cambridge, por Low, Edelman e Koch.
O texto foi assinado pelos participantes da conferência na presença de Stephen Hawking, na sala Balfour do Hotel du Vin, em Cambridge.
A declaração foi publicada no sítio da Francis Crick Memorial Conference (fcmconference.org). A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
Neste dia 7 de julho de 2012, um proeminente grupo internacional de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais cognitivos reuniu-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência consciente e comportamentos relacionados em animais humanos e não humanos.
Embora a pesquisa comparativa sobre esse tópico seja naturalmente dificultada pela inabilidade dos animais não humanos, e muitas vezes humanos, de comunicar clara e prontamente os seus estados internos, as seguintes observações podem ser afirmadas inequivocamente:
- O campo da pesquisa sobre a consciência está evoluindo rapidamente. Inúmeras novas técnicas e estratégias para a pesquisa com animais humanos e não humanos tem se desenvolvido. Consequentemente, mais dados estão se tornando disponíveis, e isso pede uma reavaliação periódica dos preconceitos previamente sustentados nesse campo. Estudos com animais não humanos mostraram que circuitos cerebrais homólogos, correlacionados com a experiência e à percepção conscientes, podem ser seletivamente facilitados e interrompidos para avaliar se eles são necessários, de fato, para essas experiências. Além disso, em humanos, novas técnicas não invasivas estão prontamente disponíveis para examinar os correlatos da consciência.
- Os substratos neurais das emoções não parecem estar confinados às estruturas corticais. De fato, redes neurais subcorticais estimuladas durante estados afetivos em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões cerebrais gera comportamentos e estados emocionais correspondentes tanto em animais humanos quanto não humanos. Onde quer que se evoque, no cérebro, comportamentos emocionais instintivos em animais não humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com estados emocionais conhecidos, incluindo aqueles estados internos que são recompensadores e punitivos. A estimulação cerebral profunda desses sistemas em humanos também pode gerar estados afetivos semelhantes. Sistemas associados ao afeto concentram-se em regiões subcorticais, onde abundam homologias neurais. Animais humanos e não humanos jovens sem neocórtices retêm essas funções mentais-cerebrais. Além disso, circuitos neurais que suportam estados comportamental-eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão parecem ter surgido evolutivamente ainda na radiação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e em moluscos cefalópodes (por exemplo, polvos).
- As aves parecem apresentar, em seu comportamento, em sua neurofisiologia e em sua neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência quase humanos têm sido demonstradas mais marcadamente em papagaios-cinzentos africanos. As redes emocionais e os microcircuitos cognitivos de mamíferos e aves parecem ser muito mais homólogos do que se pensava anteriormente. Além disso, descobriu-se que certas espécies de pássaros exibem padrões neurais de sono semelhantes aos dos mamíferos, incluindo o sono REM e, como foi demonstrado em pássaros mandarins, padrões neurofisiológicos, que se pensava anteriormente que requeriam um neocórtex mamífero. Os pássaros pega-rabuda [1] em particular demonstraram exibir semelhanças notáveis com os humanos, com grandes símios, com golfinhos e com elefantes em estudos de autorreconhecimento no espelho.
- Em humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado a uma ruptura nos processos de feedforward e feedback corticais. Intervenções farmacológicas em animais não humanos com componentes que sabidamente afetam o comportamento consciente em humanos podem levar a perturbações semelhantes no comportamento de animais não humanos. Em humanos, há evidências para sugerir que a percepção está correlacionada com a atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições de processos subcorticais, como na percepção visual. Evidências de que as sensações emocionais de animais humanos e não humanos surgem a partir de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem provas convincentes para uma qualia [2] afetiva primitiva evolutivamente compartilhada.
Nós declaramos o seguinte: "A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".
A declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, no dia 7 de julho de 2012, na Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, no Churchill College, da Universidade de Cambridge, por Low, Edelman e Koch.
O texto foi assinado pelos participantes da conferência na presença de Stephen Hawking, na sala Balfour do Hotel du Vin, em Cambridge.
A declaração foi publicada no sítio da Francis Crick Memorial Conference (fcmconference.org). A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
Neste dia 7 de julho de 2012, um proeminente grupo internacional de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais cognitivos reuniu-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência consciente e comportamentos relacionados em animais humanos e não humanos.
Embora a pesquisa comparativa sobre esse tópico seja naturalmente dificultada pela inabilidade dos animais não humanos, e muitas vezes humanos, de comunicar clara e prontamente os seus estados internos, as seguintes observações podem ser afirmadas inequivocamente:
- O campo da pesquisa sobre a consciência está evoluindo rapidamente. Inúmeras novas técnicas e estratégias para a pesquisa com animais humanos e não humanos tem se desenvolvido. Consequentemente, mais dados estão se tornando disponíveis, e isso pede uma reavaliação periódica dos preconceitos previamente sustentados nesse campo. Estudos com animais não humanos mostraram que circuitos cerebrais homólogos, correlacionados com a experiência e à percepção conscientes, podem ser seletivamente facilitados e interrompidos para avaliar se eles são necessários, de fato, para essas experiências. Além disso, em humanos, novas técnicas não invasivas estão prontamente disponíveis para examinar os correlatos da consciência.
- Os substratos neurais das emoções não parecem estar confinados às estruturas corticais. De fato, redes neurais subcorticais estimuladas durante estados afetivos em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões cerebrais gera comportamentos e estados emocionais correspondentes tanto em animais humanos quanto não humanos. Onde quer que se evoque, no cérebro, comportamentos emocionais instintivos em animais não humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com estados emocionais conhecidos, incluindo aqueles estados internos que são recompensadores e punitivos. A estimulação cerebral profunda desses sistemas em humanos também pode gerar estados afetivos semelhantes. Sistemas associados ao afeto concentram-se em regiões subcorticais, onde abundam homologias neurais. Animais humanos e não humanos jovens sem neocórtices retêm essas funções mentais-cerebrais. Além disso, circuitos neurais que suportam estados comportamental-eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão parecem ter surgido evolutivamente ainda na radiação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e em moluscos cefalópodes (por exemplo, polvos).
- As aves parecem apresentar, em seu comportamento, em sua neurofisiologia e em sua neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência quase humanos têm sido demonstradas mais marcadamente em papagaios-cinzentos africanos. As redes emocionais e os microcircuitos cognitivos de mamíferos e aves parecem ser muito mais homólogos do que se pensava anteriormente. Além disso, descobriu-se que certas espécies de pássaros exibem padrões neurais de sono semelhantes aos dos mamíferos, incluindo o sono REM e, como foi demonstrado em pássaros mandarins, padrões neurofisiológicos, que se pensava anteriormente que requeriam um neocórtex mamífero. Os pássaros pega-rabuda [1] em particular demonstraram exibir semelhanças notáveis com os humanos, com grandes símios, com golfinhos e com elefantes em estudos de autorreconhecimento no espelho.
- Em humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado a uma ruptura nos processos de feedforward e feedback corticais. Intervenções farmacológicas em animais não humanos com componentes que sabidamente afetam o comportamento consciente em humanos podem levar a perturbações semelhantes no comportamento de animais não humanos. Em humanos, há evidências para sugerir que a percepção está correlacionada com a atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições de processos subcorticais, como na percepção visual. Evidências de que as sensações emocionais de animais humanos e não humanos surgem a partir de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem provas convincentes para uma qualia [2] afetiva primitiva evolutivamente compartilhada.
Nós declaramos o seguinte: "A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".
Notas da IHU On-Line:
1 - A pega-rabuda ou
pega-rabilonga (Pica pica) é uma ave da família Corvidae (corvos).
A pega-rabuda é comum em toda a Europa, Ásia,
Norte da África e América do Norte.
2 - Qualia (plural de quale)
é o nome que se dá na filosofia da mente para as qualidades subjectivas das
experiências mentais, como a experiência pessoal das cores, da sensação de
ouvir música, dos odores, das dores etc. Alguns filósofos não fazem uma
distinção forte entre qualia e consciência. Os qualia são subjetivos e
privativos à pessoa individual.
Fonte: Instituto
Humanitas Unisinos em 31/07/2012.
(http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos).
domingo, 8 de maio de 2016
Conversando sobre Neurociências: o cérebro a favor da vida
Fonte: Programa Falando Nisso - TV Meio Norte com Maia Veloso. 30/03/2016.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Resiliência na Infância
Como ajudar as crianças a desenvolver a resiliência?
Criado em 21/01/15 11h29
e atualizado em 21/01/15 12h01
Por Enciclopédia da Criança Edição:Adriana Franzin
Por Enciclopédia da Criança Edição:Adriana Franzin
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Não é um traço de personalidade: essa característica varia dependendo da duração, da natureza e do acúmulo de fatores de risco e ainda do apoio que a criança recebe. Varia também de acordo com a situação: algumas crianças que mostram resiliência em um aspecto (por exemplo, escola) podem ter dificuldades em outro (por exemplo, conviver com os pares).
Alguns fatores favorecem a resiliência:
- pontos fortes pessoais: ter boas habilidades sociais e uma personalidade fácil e ser capaz de regular as emoções após um evento estressante;
- apoio social: ter amigos e cuidadores disponíveis e sensíveis;
- ter família, segurança, estabilidade financeira e convivência com as pessoas da comunidade em que vive;
- ter bem desenvolvidas as funções executivas (por exemplo, memória, atenção, ser capaz de controlar impulsos) e o controle cognitivo. Essas habilidades ajudam a criança para se adaptar às mudanças em seu ambiente causados por um evento estressante.
É possível, também, promover o desenvolvimento da resiliência nas crianças. Saiba como:
- Durante a gravidez, tenha expectativas realistas de como será sua vida após o nascimento e garanta apoio psicológico em situações estressantes para permanecer saudável e proporcionar um ambiente de carinho para a criança
- Envolva a criança em atividades físicas que exijam treinamentos específicos, como artes marciais
- Brinque com jogos que envolvam a tomada de decisões, atenção e memória
- Estabeleça limites e regras claras para promover o autocontrole (por exemplo, peça a criança que permaneça na mesa até o fim do jantar ou até que complete uma tarefa)
- Depois de um evento estressante, tente restaurar uma rotina regular, assim que possível, tendo em mente que novas rotinas terão de ser estabelecidas
- esteja sempre física e emocionalmente disponível para as reações de seu (sua) filho(a)
- Ouça as perguntas e discuta sobre as experiências traumáticas da criança. Procure ajuda
de um profissional, se achar necessário
- Participe de atividades conjuntas para ajudar a família a recuperar uma vida normal
- Encontre tratamentos que se encaixem com a cultura, a personalidade e o desenvolvimento da criança.
Fonte:
Portal EBC
(http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/01/como-ajudar-criancas-desenvolverem-resiliencia)
A importância dos pais ou cuidadores no desenvolvimento da aprendizagem da criança
Sucesso não é mérito da inteligência, mas do esforço
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Um artigo divulgado* este ano pela revista Scientific America, uma das principais publicações científicas do mundo, mostra que incentivar os avanços no processo de desenvolvimento, em vez da inteligência ou talento, produz grandes empreendedores na escola e na vida. A autora do artigo é Carol S. Dweck, que atualmente é professora psicologia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ela garante: não adianta incentivar seu filho ou seu aluno dizendo que ele é inteligente.
Para ela, e para outros pesquisadores que acompanharam seus estudos ao longo de três décadas, pais e professores podem garantir o crescimento cognitivo das crianças elogiando-as por sua persistência ou estratégias para resolução de problemas (em vez de ressaltar sua inteligência). Segundo ela, ao contar histórias de sucesso que enfatizam o trabalho duro e amor pelo aprendizado, ensinamos às crianças que o cérebro é semelhante a uma máquina, que precisa ser constantemente atualizada para ter um bom funcionamento (confira abaixo uma lista de estratégias para incentivar as crianças).
O perigo da desistência - As pesquisas de Carol Dweck começaram na década de 1960, quando ela se deparou com um estudo feito com roedores que mostrava que após muitas falhas os animais deixavam de tentar completar um percurso, ficando estáticos e sem esperança. Os pesquisadores concluíram que os animais aprendiam a não ter esperanças, mesmo quando tinham a possibilidade de agir – isso porque não receberam incentivo para superar os desafios.
Dweck ficou intrigada com a “desesperança aprendida” demonstrada pelos animais e decidiu investigar mais a fundo o tema.
Segundo ela, essa “desesperança” está ligada à crença das pessoas a respeito dos motivos que as levaram ao erro. Ao longo das décadas seguintes, ela observou como esse comportamento se dava com estudantes do ensino fundamental. Em um dos estudos, ela notou que a falta de esforço (e não de capacidade) fazia com que os alunos cometessem mais erros ao tentar solucionar problemas matemáticos. Separando as crianças em dois grupos, ela notou que o grupo que recebeu apenas elogios sobre o “quanto eram inteligentes” não conseguia encontrar saída para solucionar problemas mais complexos. Enquanto o grupo que recebeu elogios sobre o “quanto eram esforçados” conseguiu driblar as dificuldades e avançar.
Estudos subsequentes mostraram que isso acontece porque os alunos mais persistentes não ficavam pensando sobre sua própria falha. Eles focavam o trabalho em encontrar os erros cometidos ao longo do processo e em tentar corrigi-los para avançar. Essa capacidade de se esforçar diante de um problema é chamada de resiliência.
Como superar os desafios - Desenvolver a resiliência é um processo que começa no início da vida e deve ser incentivado em casa e na escola.
Crianças que são elogiadas por seu talento inato, por exemplo, desenvolvem uma crença implícita de que a inteligência nasceu com elas, e acabam pensando que o esforço para aprender algo novo é menos importante do que ser inteligente para aprender aquilo. O problema está em que essa crença também faz com que elas vejam desafios, erros, e até mesmo a necessidade de exercer um esforço, como ameaças ao seu ego – e não como oportunidades para melhorar. Isso faz com que percam a confiança e a motivação quando o trabalho não é mais fácil para elas.
A pesquisadora conclui que elogiando habilidades inatas das crianças, reforçamos essa mentalidade, impedindo que desenvolvam seu potencial, seja em alguma disciplina, seja nos esportes ou até em relacionamentos pessoais. As pesquisas concluem que incentivar o processo (que nada mais é do que a soma de esforço pessoal com estratégias eficazes), ajuda a direcioná-los para o sucesso na vida acadêmica e pessoal.
Para finalizar, reproduzimos abaixo uma lista de dicas simples indicadas pela pesquisadora americana para pais e professores mudarem suas estratégias diante das crianças. Confira:
- Em vez de dizer “como você é inteligente”, diga “você fez um bom trabalho” e explicite os fatores que fazem daquele um trabalho a ser elogiado;
- Em vez de apenas elogiar a nota alta obtida em uma prova, foque o elogio no processo, dizendo, por exemplo: “Você realmente estudou para seu teste. Você leu o material várias vezes e testou-se sobre ele. E realmente funcionou!”;
- Em vez de focar no resultado da resolução de um problema, aponte as estratégias usadas pela criança, dizendo, por exemplo: “Eu gosto do jeito que você tentou essa série de estratégias diferentes no problema até finalmente resolvê-lo”;
- Elogie o tempo de estudo, focando no quanto o tempo dedicado influenciou o resultado. Por exemplo: “Você ficou em sua mesa e manteve sua concentração, por isso conseguiu achar a solução. Isso é ótimo!”;
- Não aponte o erro como uma falha imutável. Pelo contrário, mostre que o erro é apenas um desafio a ser superado e ofereça ferramentas para que a criança possa superá-lo e seguir adiante.
Tudo isso irá fazer com que a criança cresça e perceba que o sucesso não é uma questão de inteligência ou classe social, mas sim um mérito do esforço. E isso também vale para nós, adultos!
Fonte:
Portal EBC
(http://busca.ebc.com.br/?site_id=portal&q=Sucesso+n%C3%A3o+%C3%A9+m%C3%A9rito+da+intelig%C3%AAncia%2C+mas+do+esfor%C3%A7o)
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